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sábado, 2 de janeiro de 2016

ZICA VÍRUS 2015/2016


SE CUIDE BRASIL
Etimologia

Em 1947, cientistas pesquisando a febre amarela colocaram um macaco-reso numa jaula na Floresta de Zika (significando sobre-crescido na língua Luganda) próximo ao Instituto de Pesquisa Virológica do leste africano em Entebbe, Uganda. A febre se desenvolveu no macaco, e os pesquisadores isolaram de seu soro um agente transmissível que foi descrito como Vírus Zika pela primeira vez em 1952. Foi subsequentemente isolado num humano na Nigéria em 1954. Da sua descoberta até 2007, casos confirmados de infecção com o vírus Zika na África e Sudeste da Ásia eram raros. Em 2007 porém, uma forte epidemia ocorreu na ilha Yap, Micronésia. Mais recentemente, epidemias ocorreram na polinésia, ilha de páscoa, ilhas cook e nova caledônia

Epidemiologia
O primeiro surto da doença fora da África e Ásia foi em abril de 2007, na ilha de Yap nos Estados Federados da Micronésia. O vírus se caracterizou pelas erupções cutâneas, conjuntivite, e artralgia, e inicialmente se pensou que era dengue. Os vírus chicungunha e do rio Ross também foram tomados como suspeitos. Porém, amostras de soro dos pacientes na fase aguda da doença continham RNA do vírus Zika. A processo infeccioso da febre Zika foi relativamente leve: houve 49 casos confirmados, 59 não confirmados, nenhuma morte ou hospitalização.
Um surto recente do vírus Zika fora da África e da Ásia foi confirmada em abril de 2015, no Brasil. Na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, as autoridades de saúde confirmaram que uma doença até então desconhecida que afeta cerca de 500 pacientes com sintomas semelhantes aos da gripe, seguido de exantema e artralgia é realmente um surto em curso da febre Zika, como provado pela técnica de RT-PCR por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia. As autoridades locais ligaram o surto recente ao aumento do fluxo de visitantes estrangeiros motivados pela Copa do mundo de 2014, juntamente com a grande população de insetos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus que habitam a região. O surto segue um padrão semelhante ao também recente surto do vírus chicungunha na mesma região, outra doença até então desconhecida à população local.
 
Transmissão entre humanos
Em 2009, se provou que o vírus Zika pode ser sexualmente transmitido entre humanos. Professor Brian Foy, biológo universitário da Colorado States  University no Laboratório de Doenças Infecciosas e Transmitidas por Artropódes, visitou o Senegal para estudar mosquitos e foi picado em algumas ocasiões na sua pesquisa. Alguns dias depois de voltar aos EUA ele ficou doente com febre Zika, mas não sem antes ter relações sexuais com sua esposa. Sua esposa subsequentemente mostrou sinais de infecção com febre Zika, além de extrema sensibilidade à luz. Foi a primeira pessoa conhecida a ter passado um vírus vindo de insetos a outro ser humano via contato sexual.

AS REAÇÕES
Sintomas comuns da infecção costumam incluir dores de cabeça leves, febre baixa, mal estar(peso no corpo e cabeça pesada, confusão mental),conjuntivite com inchaço e vermelhidão nos olhos, e artralgia(dores nas juntas) e abdominal. O primeiro caso bem documentado do vírus Zika foi em 1964, começando com uma leve dor de cabeça que progrediu para um exantema maculopapular, febre e dor nas costas. Com dois dias, a erupção (coceiras intensas) começou a desaparecer, e com 3 dias, a febre desapareceu com apenas a erupção permanecendo bem longe há casos e casos em alguns somente coceiras e dores leves de cabeça e há outros casos que evolui para caso de internação preventiva. Não há qualquer vacina ou droga contra o vírus Zika, e apenas o tratamento sintomático como anti- alérgicos pré escritos por médicos, é possível. Usualmente anti-inflamatórios não asteróides e/ou analgésicos não-salicílicos são utilizados.
Prevenção e cuidados são iguais
As formas conhecidas atualmente para a prevenção contra a febre Zika são as mesmas da Dengue por ser o mesmo mosquito transmissor de mais três doenças. Isto é, a eliminação do criadouro do mosquito do gênero Aedes-aegypti, que incluem: destino adequado de lixo, entulho, recicláveis e reutilizáveis para evitar água parada; a limpeza de objetos expostos tais como vasilhames de  plantas, pneus, garrafas,  vasilhas de cães e gatos para  evitar a deposição de ovos da fêmea do mosquito; pois é ela que transmite as doenças. Utilizar areia em vasos de plantas impede que se formem películas de água parada; usar filtros nos ralos dos banheiros e quintais; utilizar repelentes de longa duração e vestuários que protejam os membros inferiores (local preferido pela fêmea do mosquito, por ser ricamente vascularizado); evitar abrir janelas ao amanhecer e ao anoitecer coloque telas em portas  e janelas com grades basculantes; plantar citronela nos arredores do ambiente ou usar óleos naturais  de citronela  pitanga, velas repelentes que podem comprados em casas de incensos, mercados.repelentes aerosol; fazer vistoria diária nos locais de possíveis criadouros, para que não se tornem focos; acionar a vigilância ambiental de sua cidade, nos casos de criadouros em lotes vizinhos denuncie. Ao se considerar que a Zica provoca microcefalia, orienta-se a população mais jovem ou não sua prevenção com uso de métodos contraceptivo e havendo algum risco de gravidez acidental ou não procure uma unidade de saúde mais próxima de você e comesse o pré-natal o quanto antes.


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